/// Uso minha arte para tentar recuperar a guarda dos meus filhos

Olá, meu nome é Sacha Bourdoncle. Costumo assinar meus trabalhos como “Tiwazo”. Sou da Costa do Marfim, morei lá por pouco mais de 25 e então decidi me mudar para a França. Desenho desde que fui capaz de segurar uma caneta em minha mão. Para joias e esculturas foi a mesma coisa. Sempre que aprendo a produzir algo, acontece da mesma forma: curiosidade e experimentação.

Em 2011, vivi uma experiência realmente muito triste e difícil com meus dois filhos depois que eu a mãe deles nos separamos. Do dia para a noite, minha ex-mulher, acompanhada da polícia, levou meus filhos para longe de mim, para longe da minha vida e eu tive que aceitar tudo, daquela forma que fizeram… esta experiência foi a pior que eu já tive em toda minha vida!

Perdi totalmente a cabeça durante os três primeiros anos. Depois de muitas experiências ruins, perdendo completamente minha identidade na sociedade, finalmente decidi morar na rua — se é que se pode chamar isso de livre decisão.

Aprendi onde conseguir comida de graça das sobras, onde dormir, assim como muitos desabrigados… etc. Sem nenhuma ajuda do governo francês e ainda recuso qualquer tipo de ajuda dele desde julho de 2014. Tenho usado esta recusa como forma de protesto pacífico e para evitar qualquer forma autoridade do sistema sobre mim, recuperando algum tipo de dignidade fora dele. E também nunca peço às pessoas na rua que me ajudem. Costumo pensar que elas têm, talvez, problemas maiores que os meus, e eu não quero incomodá-las.

Depois de trabalhar pesado sozinho e, algumas vezes, com a ajudinha de amigos e de outras pessoas, escolhi um lugar na rua Sainte Catherine, em Bordeaux, e decidi, em julho de 2015, mostrar e vender diretamente minhas criações plurais lá e contar minha história para as pessoas que têm tempo para escutá-la.

Festival Art'Opia 2016.

Festival Art’Opia 2016.

Quando eu estou na rua, as pessoas podem ver meu trabalho e comprar, se elas apreciarem, pelo preço justo. Trabalho com muitos materiais naturais e as pessoas podem me ver trabalhando com eles durante todo o tempo ou desenhando. As pessoas podem ler partes da minha história num quadro. Podem ler também que eu proponho uma iniciação [de arte] na rua para quem quiser sua própria joia em pedra sabão, por preço livre (de acordo com sua própria consciência).

Iniciação de esculturas de bijuteria no Festival Art'Opia, 2016.

Iniciação de esculturas de bijuteria no Festival Art’Opia, 2016.

Eu faço algumas customizações também para os copos de café da Paul’s Bakery, para os cases de óculos da loja Solaris ou para os cintos da loja Bizzbee também. Produtos de lojas ao redor de onde eu fico. Então, sou muito grato à ajuda delas.

As pessoas também podem dar uma olhada em meus trabalhos no Facebook e encomendar o que desejarem que seja feito. Aceito pedidos de compra via e-mail e por posts também.

Eu chamo ironicamente de “The Tiwazo Trip” (a jornada do pássaro pequenino), ou “Artistic Performance in social Burn Out” (Performance artística no esgotamento social). E faço isso para conseguir sozinho dinheiro suficiente para pagar minha parte na justiça, para meus dois filhos e eu. Esperando recuperar, em breve, nossos direitos e voltarmos a viver juntos novamente! O caminho não é simples … A história não é simples. É difícil, às vezes eu caio, mas eu sigo em frente novamente logo que posso.

Na verdade, eu estou trabalhando duro para fazer 300 peças únicas de uma de minhas melhores criações: “les âmes soeurs” (“as almas gêmeas”) — duas joias para duas pessoas unidas, criadas dentro da mesma semente de marfim-vegetal (jarina). É uma criação especial para casais ou dois amigos especiais.

Por meio de um evento no Facebook ou um projeto de crowdfunding, vou vendê-los para os primeiros 300 casais que queiram adquirir, por um preço especial! Você já pode encomendar o seu e, desta forma, apoiar, pela primeira vez, a recuperação dos direitos de 3 pessoas; e, em segundo lugar, a criação de uma pequena empresa de design de plural.

Você só precisa me contatar pelo Facebook, Google+ ou Pinterest e direi como você conseguir o seu.

Texto original em inglês, tradução por Leandro Lima.

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